São Paulo,29 de junho de 2026

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UH nº 163/26 – SINDASP participa do Congresso Internacional de Estudos Aduaneiros em agenda conectada à OMA

São Paulo, 29 de junho de 2026

SINDASP participa do Congresso Internacional de Estudos Aduaneiros em agenda conectada à OMA

A cidade de Belo Horizonte recebeu, nos dias 25 e 26 de junho, o XVIII Congresso Internacional de Estudos Aduaneiros 2026, realizado pela ABEAD, com coorganização do Governo de Minas e participação da Receita Federal. A programação reuniu autoridades públicas, especialistas, representantes de entidades e operadores do comércio exterior em torno de temas que hoje definem a agenda aduaneira brasileira.
O SINDASP esteve represenatdo no evento pelo seu Presidente, Elson Isayama.

No primeiro dia, o Congresso tratou dos 60 anos do Decreto-Lei nº 37/66, da Reforma Tributária, do controle aduaneiro, do gerenciamento de riscos, da conformidade e do uso da inteligência artificial como ferramenta aplicada à rotina aduaneira. A pauta avançou, ainda, sobre processo fiscal, prescrição, infrações e penalidades aduaneiras.

No segundo dia, os debates passaram pelo marítimo portuário, trânsito aduaneiro, rota bioceânica, recintos alfandegados, regimes tributários estaduais, Acordo Mercosul, União Europeia, e regimes aduaneiros especiais. A mesa redonda da Receita Federal, dedicada às ações da Aduana em 2025 e ao planejamento para 2026, deu ao evento um eixo institucional relevante.

Foi nesse contexto que Fabiano Coelho e Felipe Mendes participaram em transmissão direta da Organização Mundial das Aduanas, OMA. A mensagem foi clara. A Aduana brasileira não discute sua modernização isoladamente. Ela se move dentro de uma agenda global, em que segurança, facilitação, gestão de risco, integridade da informação e cooperação entre setor público e privado formam o mesmo eixo.

Se a Aduana se torna mais digital, a informação passa a ter maior valor. Se a informação passa a ter maior valor, a conformidade depende de profissionais capazes de organizá-la, qualificá-la e responder por ela. É nesse ponto que o papel do despachante aduaneiro deixa de ser apenas operacional e passa a integrar a arquitetura institucional do comércio exterior.

Na plenária de encerramento, Elson Isayama marcou a presença da representação paulista dos despachantes aduaneiros em uma agenda nacional de alta relevância técnica. Sua participação reforçou a necessidade de preservar segurança jurídica, previsibilidade operacional e reconhecimento profissional em um ciclo de mudanças regulatórias, tributárias e tecnológicas.

“Estamos diante de uma Aduana mais digital, mais integrada e mais orientada por risco. O despachante aduaneiro precisa ser reconhecido pela sua função técnica, pela responsabilidade documental que assume e pela contribuição que oferece à conformidade e à segurança do comércio exterior brasileiro”, afirmou Isayama.

O SINDASP também parabenizou os gestores da ABEAD pela condução do Congresso. A organização demonstrou leitura precisa do momento aduaneiro, capacidade de articulação institucional e compromisso com um debate técnico, plural e necessário. Reunir Receita Federal, entidades representativas, especialistas e operadores privados em torno de uma agenda comum não é apenas realizar um evento, mas, sobretudo, construir um ambiente institucional.

A mensagem que fica é direta. Não há modernização aduaneira consistente sem tecnologia. Mas também não há tecnologia suficiente sem método, responsabilidade profissional e instituições capazes de sustentar confiança. O Congresso mostrou que o futuro da Aduana brasileira será decidido na intersecção entre dados, risco, conformidade e representação técnica.